A Amazônia e a Hidreletricidade (XXXIII)

*Manoel Soriano Neto

“Árdua é a missão de desenvolver e defender a Amazônia. Muito mais difícil, porém, foi a de nossos antepassados em conquistá-la e mantê-la.”
General Rodrigo Octávio / 1º Comandante Militar da Amazônia (1968/1970)

 

Em dezembro do ano passado, a Usina Hidrelétrica de Santo Antônio atingiu a capacidade plena de geração de energia. É que foi concluída a 50ª turbina, para ampliação do projeto inicial, após oito anos de sua construção sobre o rio Madeira, em Porto Velho (RO). A usina começou a gerar eletricidade em 2012 e possui, hoje, 3.568 megawatts de potência instalada, o que corresponde a 4% de toda a carga nacional, capaz de abastecer, comenergia limpa, barata e renovável, significativa parcela da população, consoante dados da ‘Hidrelétrica de Santo Antônio’, um projeto que foi financiado pelo Bndes. Digno de nota é dizer-se que a hidrelétrica é a quarta maior do Brasil e considerada ‘a primeira do mundo em sustentabilidade’, uma verdadeira conquista brasileira para a implantação de mais uma portentosa hidrelétrica na cobiçada Amazônia, só superada, naquela região, pela usina de Belo Monte, no rio Xingu, em Altamira (PA). E mais: é o primeiro dos grandes projetos estruturantes de energia a ficar pronto (Belo Monte e Jirau - esta localizada também sobre o rio Madeira, a 120 km de Porto Velho - ainda carecem de arremates para a conclusão. 
 
Ao longo dos anos, a usina sofreu atrasos quanto ao licenciamento ambiental, em face de incompreensíveis exigências do Ibama, mancomunado com Ongs nacionais e estrangeiras, atreladas à causa ambientalista/indigenista; problemas de longas estiagens, máxime por causa do fenômeno ‘El Niño’; rendimento ideal das turbinas e, principalmente, várias e extemporâneas greves, tudo retardando o cronograma das obras e resultando em sérios prejuízos de quase 6 bilhões de reais, aí inclusa a corrupção das propinas recebidas por luluopetistas.
 
O abastecimento de regiões do País, em especial a do sudeste, será feito por meio de 44 turbinas, já acionadas desde junho do ano transato, ainda a depender da instalação dos linhões de transmissão. Aduza-se que 6 turbinas gerarão energia exclusivamente para Rondônia e Acre, estados muito carentes em energia  elétrica e que por se situarem ao final da linha de transmissão, são os primeiros que ficam sem energia e os últimos a terem o abastecimento restabelecido (em 2015, houve nada menos de 15 apagões ...). Para tal, foram construídos 20 km de linhas de baixa tensão a fim de conectar a energia das 6 usinas ao sistema da Eletronorte, em Porto Velho, tudo correspondendo a 40% da energia demandada pelos dois estados. 
 
Destarte, foram e ainda estão sendo aproveitados, para fins energéticos, mesmo com redução da geração inicial programada, os potenciais de caudalosos rios da margem direita do rio Amazonas, como o Madeira e o Xingu, com exceção do Tapajós. Desafortunadamente, por falta do licenciamento ambiental do Ibama, foi abandonado o projeto da mega-usina de São Luiz do Tapajós, no Pará.
 
O atual governo, seguindo a antipatriótica política dos desgovernos petistas, cedeu, vergonhosamente, à pressão de ambientalistas e indigenistas, capitaneados por Ongs alienígenas, predadoras e espiãs, como a ‘Greenpeace International’, a ‘International Rivers’, a ‘Amazon Watch’, etc., em conluio com o Cimi, o Incra, a Funai, o Ibama, os índios mundurucu, ‘et caterva’. Claro que essas decisões erráticas e funestas muito dificultarão a retomada de nosso crescimento econômico ... 
 
Duas curtas observações:
1) os petralhas prosélitos do pentarréu Lula, já vêm alardeando a sua candidatura em 2018;
2) e a retirada das câmeras de segurança no Palácio da Alvorada e outros, em 2009, durante o governo do apedeuta, hein? “Oh Tempora! Oh Mores!” 
 
* Coronel, Historiador Militar e Advogado - Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.
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